Poeta e crítico literário, faz parte da geração de 22, seu poema Os Sapos foi lido na Semana da Arte Moderna.
Libertinagem- Já foi falada no resumo
Os Sapos-O poeta chama de sapos os poetas parnasianos que somente aceitavam a poesia rimada, formal, tipo os sonetos, exigima rimas ricas.
Ele satiriza as reclamações deles e compara-as com o coaxar dos sapos num banhado ou rio.
Também mostra algumas das regras que eles seguiam: comer hiatos, nunca rimar cognatos, dar importância à forma.
Todo o poema é uma crítica aos conceitos do parnasianismo que vigorou nas décadas finais do séc XIX e das duas iniciais do séc. XX.
A cada um dos poetas reclamadores importantes ele denomina diferente: sapo-boi, sapo tanoeiro e aos menores chama de saparia.
Evocação do Recife-A subjetividade, o memorialismo, a infância, o folclore e a cultura popular.
Um dos promotores da Semana da Arte Moderna, foi considerado pela crítica como o elemento mais rebelde do grupo. Um dos grandes nomes do modernismo brasileiro, foi o autor do Manifesto da Poesia Pau-Brasil e Manifesto Antropófago.
Manifesto Pau-Brasil- recontar a história do Brasil como "deveria" ser. Irônio, muitas vezes criticando e parodiando trechos românticos
Manifesto Antropófago-adotar ideias externas valorizando ainda assim as nacionais.
Cidade: Lagoa Branca, fictícia, perto de Cruz Alta
As personagens principais são as irmãs Pilar, que representam o povo, elas moram juntas e ficam espiando a cidade por um binóculo. São elas: Maria Celes, Maria de Jesus, Maria de Fátima, Maria de Lourdes, Maria Madalena e Maria da Graça, e Maria da Glória(cega). A história se passa em 1936 durante o governo de Vargas.
*Correspondência é checada para não chegar informações na cidade.
*Correio do Povo e Diário de Notícias são confiscados, alguns são desviados para os integralistas.
*O prefeito Coronel João Cândido Braga Jardim quer isolar a cidade do mundo
*O professor Ulisses e seus alunos resistiam aos métodos ditatoriais impostos pelo prefeito
*O prefeito apesar de tudo é contra utilizar a violência em seus métodos, porém o inspetor Paulinho e o Capitão fazem uso dela, o que desagrada o prefeito
*Os mendigos manchavam a imagem da cidade perfeita, por isso o prefeito queria mandá-los para outras cidades, mas o inspetor se encarrega de matá-los e jogá-los no rio
*A história se passa em 7 dias de 1º a 7 de setembro
*Começam a aparecer na cidade aves estranhas que parecem com urubus e galinhas pretas, elas ficam imóveis
* Dia 7 de setembro é o clímax da história, jovens invadem a estação e distribuem jornais de POA, ninguém comparece ao desfile, jovens são libertados da prisão, o Governo Geral recebe acusações de haver um governo autoritário em Lagoa Branca e manda tropas. Tambores da alegria integralista fazem barulho. O povo mata os pássaros e descobre que na verdade eram bonecos de penas feitos por Maria da Glória, esse diminui de tamanho e morre.
Grande uso da metalinguagem, características presentes: tristeza, morte, infância,...
Recordo ainda- Infância e morte. Seus versos por vezes recuperam as paisagens da infância perdida, unindo lembranças, o velho ao menino, aquilo que o tempo distanciou. Tema nostálgico, ao gosto romântico. (Versos decassílabos, rimas interpoladas e alternadas).
O mapa- Fala sobre o amor por Porto Alegre, a cidade que o acolheu.
Ao contrário do que muitos pensam, Vinícius de Moraes não escreveu apenas sobre mulheres, dono deuma obra vasta, sua Antologia Poética é um exemplo disso.
A rosa de Hiroxima- Tem como algo central a cidade de Hiroxima, devastada pelas bombas atômicas durante a segunda guerra. Fala sobre a destruição causada pelo homem, usando a metáfora da rosa.
A hora íntima- Fala sobre o seu velório/enterro, com vários questionamentos, de quem irá chorar por ele, quem falará que ele foi uma boa pessoa... " Quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores?"
A Rosa do Povo é um livro de poesias brasileiro, escrito pelo modernistas Carlos Drummond de Andrade entre 1943 e 1945. É a mais extensa obra do autor sendo composta por 55poemas, também sendo a primeira obra madura e a de maior expressão do lirismo social e modernista. A obra é considerada como uma tradução de uma época sombria, que reflete um tempo, não só individual, mas coletivo no paíse no mundo onde o autor capta o sentimento, as dores, e a agonia de seu tempo. No título A Rosa do Povo, a rosa representa a poesia(expressão), das pessoas daquela época.
*Cita amigos como Vinícius e Murilo
*Poeta completo, escreve sobre diversas coisas do cotidiano, faz críticas ao parnasianismo e ao romantismo, fala sobre a pobreza, sobre o medo, critica a burguesia, fala sobre a guerra (2ª guerra mundial), entre outros temas.
Exemplos:
O medo-medo do que nos tornamos, refúgio no amor, todos tem medo, o medo serve para construir coisas.
Anoitecer-a hora ideal, fala sobre a cidade ao anoitecer.
O Continente - Intercalada pela história do sítio ao sobrado, onde morre Florêncio Terra e a filha recém-nascida de Licurgo, durante uma revolta em 1895, onde aparecem também os jovens Rodrigo e Toríbio Terra Cambará. Conta-se 150 anos da história do RS até aquele ponto pela vida da família Terra Cambará. A primeira parte é A Fonte, já que o que se segue é a história do personagem que se torna a fonte do qual surge toda a família. É a história do mameluco Pedro Missioneiro, que nasceu em 1745, morou nos Sete Povos das Missões e adquiriu de um padre (seu padrinho, que o batizou com o nome de um homem que um dia quis matar pela amante antes de se tornar padre) uma adaga que passa pela família. Pedro tinha visões que se realizavam, dizia ser filho da Virgem Maria e sai da Missão três meses após a morte de Sepé Tiaraju. A parte é Ana Terra. Ana é a jovem filha de Maneco Terra que ajuda Pedro Missioneiro a se curar após cair ferido, já homem, em seu rancho. Ana Terra se apaixona por Pedro e dele engravida, passando assim a ser desprezada pelo pai e os irmãos, que matam Pedro. Quando o rancho é atacado, seu pai, seu irmão (o outro se mudara e abrira uma venda) e dois escravos são mortos e ela é estuprada, mas sua cunhada e as crianças se salvam disto tudo escondidos. Após enterrar os cadáveres, ela segue para as terras do Coronel Amaral para ajudar na fundação de um povoado chamado Santa Fé. Lá se torna a parteira. Já Um certo Capitão Rodrigo conta a história de Rodrigo Cambará, um anti-herói que chega ao povoado de Santa Fé e se apaixona por Bibiana, neta de Ana Terra e filha de seu único filho Pedro. Bibiana era disputada pelo jovem Bento Amaral, o que leva Rodrigo e ele a duelarem de arma branca. Rodrigo entalha um P na cara do outro, mas leva um tiro traiçoeiro antes de por a perninha do R. Quando o padre lhe visita para dar a extrema-unção, Rodrigo lhe dá uma figa e começa a melhorar. Rodrigo mais tarde se casa com Bibiana, também apaixonada, apesar de contrariada pelo pai Pedro Terra. Rodrigo abre um negócio com Juvenal Terra, primo de Bibiana e começa a se degenerar, traindo Bibiana, bebendo e jogando. Quando uma das filhas do casal, Anita, morre, Rodrigo está jogando e é avisado do estado da menina, mas demora a ir para casa. Quando o faz, revolta-se em negação mas finalmente sucumbe ao choro. Redime-se e torna-se melhor que antes, bebendo após isso tudo um único gole, quando nasce sua nova filha, Leonor, que passa a ser companhia de seu primeiro filho Bolívar. Rodrigo vai então para a Guerra dos Farrapos e, ainda durante a guerra, volta para Santa Fé atacar a residência dos Amarais. Ele ama Bibiana mais uma vez e promete voltar, mas cai com um tiro no peito durante um ataque. A teiniaguá conta sobre Luzia, Florêncio e Bolívar. Florêncio é o folho de Juvenal e melhor amigo de Bolívar durante a infância. Luzia é a neta de um agiota que se estabelece em Santa Fé. Doente mental, Luzia é sádica, como a teiniaguá, uma lenda gaúcha que conta de uma princesa moura transformada em cobra com cabeça de diamante que gosta de ver outros sofrerem, mas sua beleza atrai todos os homens, incluindo Florêncio e Bolívar. Ela se casa com Bolívar depois que este volta da guerra, muito perturbado. Lentamente eles começam a se afastar dos amigos. Por fim (quase tudo isto observado pelo ponto de vista do médico da cidade, Carl Winter) ela demonstra todo sadismo ao continuar em Porto Alegre durante uma visita mesmo estando uma epidemia do cólera acontecendo. Ao voltarem, ambos se trancam no quarto após uma violenta discussão de Luzia com Bibiana. Luzia se sente presa a Santa Fé. Bibiana, que estimulara a união para passara a viver no Sobrado, construído no terreno da casa de seu pai e tomado pelo agiota, sabe como Luzia é má. O doutor finalmente fala com Bolívar e este revela que tudo que queria era fugir para uma guerra. Como eles estão de quarentena no Sobrado, obra de vingança do Coronel Bento Amaral por ser Bolívar filho do homem que lhe talhou o rosto, Rodrigo sai atirando do Sobrado contra os homens que lhe prendiam humilhantemente em casa e cai morto, enviuvando Luzia e deixando órfão de pai seu filho Licurgo. A Guerra conta a história dos anos finais de Luzia e sua disputa com Bibiana pelo amor de Licurgo enquanto este cresce. Luzia está na época com um tumor no estômago, e a preocupação principal de Bibiana é permanecer no Sobrado. Luzia, ao final, perde a guerra não declarada, pois o que queria era um filho cosmopolita, e Licurgo continua em Santa Fé. Ismália conta a história de Licurgo já mais velho trabalhando em Santa Fé com seu melhor amigo, o jornalista Toríbio, pela proclamação da República, tudo enquanto envolvido com o casamento com a prima Alice, filha de Florêncio Terra e a amásia, Ismália. Ismália é uma china (palavra usada até hoje em partes do Rio Grande do Sul que designa uma "mulher da vida") submissa a Licurgo do qual este gosta e permanece assim pelos anos que seguem e engravida dele. A luta pela República enfim tem sucesso e a rivalidade dos Terra Cambará com os Amaral continua com Alvarino e Licurgo, como antes fora com Bento e Rodrigo. As continuações são O Retrato e O Arquipélago.
Devaneio e embriagez duma rapariga- Uma rapariga devaneia sobre sua vida em seu quarto, o tédio de uma vida rotineira a leva a isso. Em certo ponto cenas raras a embriagam e ela lembra-se de um jantar com seu marido, como estava "embriagada" começa a olhar tudo com um olhar crítico, estava angustiada, cansada de ter sempre as mesmas coisas. O marido acha que ela está doente. Ela reflete o que há com ela e no final se chama de cadela.
Amor-Novamente entra em cena a rotina na vida das mulheres, Ana, mulher, mãe, está em um bonde com suas compras e avista pela janela um cego mascando chiclete e aquilo faz com que ela comece a refletir. Ela fica insegura e assustada e acaba quebrando os ovos, isso a faz despertar, ela perde sua parada e para para pensar em um parque, ela começa a ter vários tipos de sentimentos vendo cenas(um casal, mãe e filho) então se lembra do jantar e volta para casa, seu refúgio, sua rotina.
Uma galinha- Uma galinha foge de virar o almoço de uma família. Após isso, a galinha põe um ovo(saí da rotina), e vira a rainha do lar, e inconsiente cria sentimento pela família que logo esquece e matam-a e comem-la. Analogia com a mulher- serve para a reproução, alheia ao mundo a sua volta.
A imitação da Rosa- Laura vê-se envolvida em relações rotineiras: jantar com os amigos, espera do marido. Compra um buquê de rosas que tinham lhe tirado o fôlego e debate se o envia ou não à uma amiga. Nessa hesitação revive um passado de angústias e mergulha em sua mente, longe do mundo vazio(sem filhos) em que a rotina era obrigatória. As rosas despertam nela uma obsessão pela perfeição. Perfeccionista, gostava de tudo planejado e se magoa com o pouco valor que outros dão aos seus métodos. Esteve um período internada após um trauma de detalhismo e falta de filhos, falava demais, era mediana e ao mesmo tempo que não queria se sobressair, as rosas provocavam nela essa vontade de se auto valorizar. Após dar o rosa se arrepende, seu marido chega e se espanta com seus pensamentos.
Feliz Aniversário- Aniversário de 89 anos da matriarca da família. A família se reúne numa comemoração forçada, a aniversariante achando tudo insuportavelmente chato, os filhos fingindo um interesse e amizade, com conversas vazias e fúteis. No final a velha desabafa seu mau humor. -Falsidade, hipocrisia,aparência-
A menor mulher do mundo- O explorador frances Marcel descobre na África a menor tribo de pigmeus do mundo e nela a menor mulher do mundo, 45 cm, a quem batizou de Pequena Flor. Ela e sua tribo estavam em perigo por serem caçados. -Rejeição de qualquer coisa fora dos padrões pela sociedade- Pequena Flor era feliz por ser quem ela era. "Deus sabe o que faz"
O jantar (primeiro conto de personagem masculino)- Entra um velho num restaurante louco de fome querendo jantar, em um canto um homem o olhava tentando compreendê-lo. O velho se escondia sobre uma "casca dura", mas o homem observa uma lágrima. O conto fala sobre as pessoas que para fugir das suas fraquezas se escondem na sua impessoalidade.
Preciosidade- Estudante de 15 anos, feia, mas que trazia dentro de si uma preciosidade, algo intenso, como jóia. Tímida, medrosa, ela se esconde de tudo e todos querendo passar despercebida, utilizando a aparência como defesa. Pensava estar sozinha no mundo(essa era sua preciosidade) que nunca ninguém a amaria. Até que uma ida para a escola foi tocada, e o mistério é desvendado e ela passa a ser mais uma mulher que "ganhou sapatos novos" para se enquadrar nos padrões.
Começos de uma fortuna- Mãe, pai e Arthur(filho). O filho queria dinheiro e seus pais recusavam. No colégio ficou com uma dúvida, se lavava a menina no cinema e se endividada com mais um amigo, de súbito refletiu se havia sido explorado por Glorinha ou não " Pelo visto fui". Começou a perceber a realidade do dinheiro e pensando no que faria se tivesse(juntaria fortuna?) Então indiretamente perguntou pro seu pai sobre promissórias, a mãe que não entendia o que se passava tentou resgatá-los em vão. -" Promissória é assim, digamos que você tenha uma dívida".
Mistério em São Cristóvão- Numa noite aparentemente comum, algo incomum acontece, 3 mascarados invadem o jardim da casa para colher jacintos "uma jacinto para pregar na fantasia", mas são flagrados pela menina na janela, paralisados eles se olharam. Na quebra de rotinas o quatro precendiram perigo: os 3 fogem e a moça grita acordando a casa. Os familiares por momentos ficam preocupados. Os cavalheiros mascarados vão a festa e aos poucos a vida na casa volta ao normal.
O crime do professor de matemática- Um professor de matemática resolveu enterrar e prestar homenagem a um cachorro que achou morto na esquina para compensar o abandono de seu fiel cachorro. Abandonara-o por exigir que fosse um "homem". Logo que terminou a cerimônia resolveu desenterrar o cão pois não queria esquecer, queria punir-se como ato de bondade.
O búfalo- Mulher infeliz no amor, rejeitada pelo homem que amou cujo crime era não amá-la de volta. Como só sabia resignar-se, suportar, perdoar, amar... Resolve ir ao jardim zoológico na tentativa de aprender com animais. Mas ela só encherga o lado bom dos seus atos, o amor das criaturas. O búfalo com sua indiferença a alertou. Ela então o provocou e este lançou-a um olhar de assassino. Surpreendida com o olhar de ódio: " Eu te odeio" disse ela implorando amor ao búfalo. Com o conhecimento do ódio ao encarar e sentir nos olhos do búfalo a vontade de matar, ficou tonta sem conseguir desviar do olhar e caiu de vertigem.
Nessa obra Manuelo Bandeira afasta-se de suas origens pós-simbolistas e alcança a maturidade pessoal, através de um lirismo ao mesmo tempo moderno e profundo. Não se tem uma linha que defina essa obra, teremos poemas criticando a sociedade, poemas falando sobre o cotidiano e coisas simples da fica, outros falando sobre o otimismo, outros sobre o pessimismo, muito irônicos ou cômicos. A seguir alguns exemplos:
Não sei dançar
-noção do Brasil da época
-preconceito
-otimismo
-durante o baile se esquecem os problemas
Pensão Familiar- critica a burguesia
Camelôs- fala de coisas do cotidiano que não notamos
Oração no Saco de Mangaratiba - O pedido do poeta a Nossa Senhora se dá em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e refere-se à vida. Enfadado, opõe a morte que o espreita à vida que, apesar de comprida, lhe parece tão mal cumprida. O poeta ainda tinha pela frente mais quarenta e dois anos
Pneumotórax- Ironia
Poética- crítica ao Romantismo
Estrela da manhã- prostituição
Momento num café- Quebra no cotidiano que gera uma lição
Nessa obra Manuelo Bandeira afasta-se de suas origens pós-simbolistas e alcança a maturidade pessoal, através de um lirismo ao mesmo tempo moderno e profundo. Não se tem uma linha que defina essa obra, teremos poemas criticando a sociedade, poemas falando sobre o cotidiano e coisas simples da fica, outros falando sobre o otimismo, outros sobre o pessimismo, muito irônicos ou cômicos. A seguir alguns exemplos:
Não sei dançar
-noção do Brasil da época
-preconceito
-otimismo
-durante o baile se esquecem os problemas
Pensão Familiar - critica a burguesia
Camelôs- fala de coisas do cotidiano que não notamos
Oração no Saco de Mangaratiba - O pedido do poeta a Nossa Senhora se dá em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e refere-se à vida. Enfadado, opõe a morte que o espreita à vida que, apesar de comprida, lhe parece tão mal cumprida. O poeta ainda tinha pela frente mais quarenta e dois anos
Pneumotórax- Ironia
Poética - crítica ao Romantismo
Estrela da manhã- prostituição
Momento num café- Quebra no cotidiano que gera uma lição
Na última aula de literátura, debatemos os contos "Sorôco, sua mãe, sua filha" e "A margem da alegria", o qual não terminamos. Por isso hoje será postado apenas o primeiro.
Sorôco, sua mãe, sua filha
Espaço: Estação de trem
Narrador: Observador/Personagem espectador
Tempo: Antigamente
A história começa com o homem levando sua mãe e sua filha para a estação, onde há um carro que as levará para o hospício.
O vagão que transporta os loucos possui grades nas janelas, dando a antiga ideia que o hospício é uma prisão.
A filha senta em uma escada e começa a cantar, sua avó canta junto. Ambas erram a letra e cantam sem sincronia.
Por ser algo diferente todos vêem a loucura nelas e com pena do homem, começam a cantar junto. Todos cantando não se torna mais algo diferente, logo, não há mais loucura. (momento de epifania)
Apesar de ser fechado e frio, Sorôco demonstra a tristeza por suas mulheres.
As duas "loucas" pegam o trem e Sorôco volta para casa cantando a mesma cançam que antes estava sendo cantada. As pessoas cantam junto na rua.
OBS:
- Sorôco - sou louco - socorro - sou oco
- Guimarães questiona o que é a loucura.
- relação com "O Alienista" de Machado de Assis.
- hospício, presídio - é louco quem possui qualquer doença mental, quem é estranho ou diferente.
João Guimarães Rosa nasceu em 1908, em Minas Gerais. Enquanto trabalhava como médico no interior, registrava o que ouvia e via: expressões, anedotas, versos, tipos humanos. Essas anotações foram amplamente usadas em sua obra, Primeiras Estórias.
Iremos analisar as primeiras três estórias do livro nas próximas aulas e, conforme o desenvolvimento do debate, postaremos os principais tópicos levantados pela turma.
"Uma literatura que não respire o ar da sociedade que lhe é contemporânea, que não ouse comunicar à sociedade os seus próprios sofrimentos e as suas próprias aspirações, que não seja capaz de perceber a tempo os perigos morais e sociais que lhe dizem respeito, não merece o nome de literatura [...]"